A Leishmaniose canina é uma doença grave que afeta os cães, mas também poderá ocorrer noutras espécies, inclusive nos humanos. É uma doença endémica em Portugal continental, assim como, em toda a região do Mediterrâneo.
É uma doença parasitária causada por um protozoário, Leishmania infantum,
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Imagem de Itoldya |
que é transmitido por um flebótomo, o Phlebotomus perniciosus,
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Imagem de diptera.info |
parecido com os mosquitos. É uma zoonose, podendo afetar outros animais e raramente os humanos.
Os sintomas podem ser muito variáveis, dependendo do órgão ou tecido envolvidos, mas os mais comuns começam com a perda de pelo em redor dos olhos, boca e orelhas. À medida que a doença se desenvolve o animal apresenta falta de apetite e perde peso. Também é habitual desenvolver-se uma dermatite com descamação da pele e formação de feridas na cabeça, membros e áreas que contactam com o chão quando o animal está deitado. Outra manifestação da doença é uma onicogrifose (crescimento anómalo das unhas). Numa fase mais avançada surgem problemas nos rins, fígado e baço, levando à morte do animal. Alguns animais não apresentam sintomas clínicos, podendo levar até 7 anos a incubação da Leishmaniose.
O diagnóstico é baseado na presença de sinais clínicos, como a onicogrifose, e valores clínicos como anemia. A confirmação é feita através de métodos imunológicos (deteção de anticorpos), parasitológicos (deteção direta do parasita) e moleculares (deteção do ADN do parasita).
O tratamento da doença é complexo e está dependente do estado de saúde do animal. Usam-se medicamentos que matam o parasita ou impedem o seu desenvolvimento. A Leishmaniose canina é uma doença fatal se não for tratada.
A prevenção é de extrema importância, pois os tratamentos existentes não permitem eliminar definitivamente a infeção, podendo haver recidivas passados meses ou anos. As medidas preventivas são:
A prevenção da leishmaniose canina combina o uso de repelentes com eficácia contra flebótomos associado à vacinação regular. As vacinas não previnem a infeção, mas sim a progressão da doença, sendo de extrema importância combinar com o uso de repelentes.
Embora menos comum, o parasita pode ser transmitido diretamente da mãe para filho, por via venénea no acasalamento ou por mordedura.